Nada me surpreende. Em tempos passados, naqueles saudosos churrascos na casa do Pafu (eu mesmo), Paulo Briguet já esboçava reações pró-sertanejas arranhando em algum violão (emprestado) acordes de Leandro(in memorian) e Leonardo, revelando discretamente seus desejos campesinos. Fontes confiáveis já me revelaram que ele e Ranulfo Pedreiro, o Preto, já articularam duetos num passado não muito distante. Minha maior preocupação é: como amigos, permitiremos que Briguet apeie um cavalo e saia pela exposição recitando Herberto Helder com uma garrafa de tequila Jose Cuervo acompanhado de seu novo companheiro Daniel ?
Publicado em 08 de abril de 2005 às 20:42 por pafu
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Há sempre uma noite terrível
para quem se despede do esquecimento.
Para quem sai, ainda tonto de sono,
no meio de silêncio.
Uma noite ingénua para quem canta.
E alguém me pede, com seu livre delírio: canta.
(Herbertão Helder)